sexta-feira, 9 de julho de 2010

Musique


Antes de tudo a música sempre foi pra mim a liberdade de andar rodopiando quando criança em volta do meu barrigão, hoje, enquanto adulta cantarolo, e me empolgo com aquela canção que é a minha cara, a bola da vez, a última esperança divina.
Quando ouço aquela música, aquela, a que meus sentimentos mais profundos imploram, peço ao vento que ele carregue minhas frustrações, minhas inseguranças e peço também ao sol de manhãzinha (porque depois das 10h faz mal!) que ele me ilumine de sabedoria e positividade e isso me faz bem demais.


Posso até dizer de uma forma trágica que minha fossa sempre foi a lá musique, sempre chorei ou sorri por causa de uma música, por causa de um término, por causa da vida, sempre essa lágrima e essa alegria no rosto ao mesmo tempo, uma beleza que a vida proporciona de magistral e perfeita que cabe direitinho na gente, no jeito da gente, com a cara da gente, com o sentimento da gente, a mesma e velha história de existir, no sentido de viver e estampar que hoje eu sou mais feliz que ontem. Hoje eu tenho música à mão e no ouvido, tô meio criança de meia calça e barrigão com o meu brinquedo novo made USA, minha caixinha de músicas preferidas, meu MP4... Hoje to de desatino, de riso à toa, de coração latejante.


Mil Beijos Hollywoodianos.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Uns Cigarros


É. todos tentam, mas só uma equipe vence a Copa, e nesse caso, não foi o Brasil (rsrsrs). Não tem graça, sofri uma puta de uma ansiedade durante o jogo (égua da vontade de fumar um cigarro!). Tudo bem passou. Passou mais um dia, minhas melhores amigas viajaram, ou seja, me abandonaram mesmo, e a realidade batendo à porta: solteira, sozinha, um verdadeiro caco! (ah um cigarro!).
Caco mesmo foi ficar numa fila do PROCON às sete da matina de segunda para pegar uma senha que eu não consegui. Acordar cedo pra quê né?! Só pra dar vontade de tomar um café e fumar um cigarro.

Esses dias teem sido branco, branco do papel mesmo, sem palavras, sem rimas, sem paixões, sem amores passageiros, sem flertes, só vazio de mim para os outros ou vice-versa, aí penso no vinho e no cigarro pra escrever alguma coisa, e dá vontade de escrever e dá vontade de fumar essa ansiedade pra ver se dela nasce alguma coisa, pra ver se ela trás poesia pra vida.

‘- Tudo bem Marilyn é Julho’. Repito para mim mesma, além da E-S-C-O-V-A-D-E-D-E-N-T-E habitual pra ver se eu acredito que tudo vai dar certo e daqui a alguns dias eu vou estar no mar, no sol, na boemia de Algodoal com meus queridos amigos. (esperança é a ultima que morre).

Tô seguindo meu cotidiano de abstinente, de ex fumante, ex namorada de alguém, ex amor, ex tanta coisa, e me pergunto coisas que eu não sei bem porque e eu não sei por que eu to com vontade de chocolate se nem gosto e também não sei por que eu quero tanto um cigarro... Por que por que por que por que?

Por que mesmo eu parei de fumar?

Ah tá lembrei, mas não posso contar!

Bjs hollywoodianos

quarta-feira, 23 de junho de 2010

E-S-C-O-V-A-D-E-D-E-N-T-E


Ele ficou mudo: escova de dente
Ele não ficou nu, não arrancou as tuas vestes com os dentes: escova de dente
Não te olhou com aquele olhar de última mulher da vida dele: escova de dente
Ele queria algo mais: escova de dente
Ele não fez juras, mas deixou a toalha molhada em cima da cama: escova de dente
Você o ama de uma forma que ele não te ama: escova de dente.


[Um relacionamento entra em crise. Farpas, tapas, escárnios para todos os lados... A gota d’água? Uma escova de dente foi usada indevidamente por outra pessoa que não a dona da mesma. A porta bateu. Uma pessoa foi embora, a outra se culpou. Ansiedade deu as caras, frustração também... Outro dia nasceu, a pessoa voltou e trouxe consigo pra lá de 10 escovas de dente pra deixar claro o tamanho absurdo que damos às pequenas coisas...ESCOVA DE DENTE].


Escova de dente pra tudo: Pra quando a gente acorda com o despertador azucrinando no criado-mudo. Quando enfim lembra que ele não ligou, não se despediu. Quando alguém no andar de baixo grita, esbraveja e ainda não são nem 7 da matina! Quando pensa na carteira vazia, nas contas a vencer, nas festas que você não vai comparecer, na boca que você por um bom tempo ou nunca mais vai beijar. Escova de dente ainda para aquele que te rejeitou, para o trânsito infernal, para a fila do banco, para a caixa postal que te atende e não ele, para aquela pedra no meio do caminho.
Tudo é escova de dente ultimamente, meu mantra habitual, os meus 10 segundos antes de pirar, antes de ligar, antes de mandar uns tantos pra longe, antes de gritar com a mãe e o cara que está atravancando o trânsito, antes de fazer uma loucura e antes da tempestade em copo d’água, antes de ser doida ou normal demais.
ESCOVA DE DENTE PRA VOCÊ TAMBÉM!


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Escolho Me Encontrar


Me perdi por 265 dias, mas voltei mais atenta do que nunca.
De repente me vi como a mulherzinha que eu não sou.
E-S-C-O-V-A D-E D-E-N-T-E dez vezes pra acabar com a ansiedade.
Peguei uma carona a tempo e retomei meu caminho e eis que me encontro totalmente exausta de andanças, estou de volta, mais disposta a tirar os pés do chão.
Agora o que é ser tudo isso, ser parte integrante deste todo – universo ao qual pertenço na minha cidade de mangas voadoras? É ser caracteristicamente e por sobrevivência um tanto boêmia e sonhadora. E como eu sonho: banho de mar, cheiro de ilha, morango com coca cola, aquele olhar fixo, cigarro na mão, ideia na cabeça, palavra no dedilhado da tecla do Notebook menos burguês que existe, a areia grossa do rio, a gélida água do Sana, pessoas sempre... Tanta coisa mundana e complexa.
Ando à La Marilyn.
Não sou mais aquela que tinha tanto medo de perder, de fracassar.
E hoje, de volta sou outra. Na noite furtiva vou ao Carmo montada, viro todas madrugada a dentro e de manhãzinha volto alta de salto oito pra casa contente. Ressaca? Sim, é claro, mas com todas as coisas no lugar, todas as lembranças.
Essas coisas de fim de semana, de muitos amigos, de escolhas, de opções várias, de tantas observações se devo ligar agora ou depois, ou não ligar, de insistir ou desistir, ou nem isso, se jogo agora ou digo: vem me pegar, enfim, a vida noturna, a vida que sempre tem os seus cinco minutos de surpresa, nunca pensei que fosse fácil, mas estou aqui livre sendo eu de novo.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

24h (Papo de Boteco)

Nesse mundo globalizado e on line quase tudo é vinte e quatro horas: postos de gasolina, supermercados, farmácias e até os shoppings durante o Natal, pois bem, quase tudo, os bares não. Tudo bem, não digo vinte e quatro, mas pelos menos doze horas. Por que valorizar apenas os insones, consumistas e hipocondríacos? E os boêmios, onde é que ficam nisso? É a vida moderna, todos em busca de uma válvula de escape: uns comprimidos, outros álcool.
Ok. Boêmia sim, alcoólatra não! Sim, eu sou a favor dos bares abertos até seis da matina. Sim, eu adoro uma cervejinha nos fins de semana. Sim, eu preciso dar uma folga para a cachola, ver gente bonita, interessante e que definitivamente não tenham nada a ver com o meu cotidiano de publicitária neurótica. Preciso de um B – A – R.
Eu integro o time dos que gostam de esticar a noite até o primeiro raio de sol, beber do copo do prazer por mais tempo, apreciar, degustar tudo... Por que não?! Já parou para pensar como é difícil encontrar os amigos num bar legal, tomar uma cerveja altamente gelada, conversar sobre coisas interessantes, engraçadas e etc e no melhor do papo, no melhor do tira-gosto, mais ou menos às duas horas da manhã ter que ir embora? ‘Ué já acabou o nosso tempo?’ Você pensa. É difícil, é muito difícil. Não dá!
Passei por isso recentemente e não tinha percebido a dificuldade até eu sair de casa depois da meia noite (o habitual era sair às 22h). Paramos no Ventura, mesa ok, cerveja ok, papo vai papo vem e às 02h, adeus! Depois disso foi uma peregrinação pela Doca: Dom Bar lotado e morrendo já, Zero 21, mesa ok, cerveja ok, mas vinte minutos depois “fora!” disse o garçom, mal deu tempo de usar o WC (esse foi recorde!), alguns passos à frente e encontramos o Old School-não-sei-mais-o-quê-Bar (eita nome grande!), este sim estava abertíssimo, mas só servia Long Neck para os desprovidos de mesa, e mesa lá é uma coisa difícil, dada a já famosa moda Barística do Paraense (pinta um Bar novo e pronto ninguém arreda o pé de lá!) e enfim, nos contentamos com o balcão mesmo, tomamos nossa cerveja até sermos expulsos de novo, já conformados, às cinco da matina. ‘Foi quase lá dessa vez!’ pensei.
Então, se você é boêmio ou se identifica com a situação, da próxima, saia mais cedo de casa!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Marilyn X Estagiária





Nos meus 6 anos de formada em Publicidade & Propaganda eu já trabalhei em vários lugares, dos mais variados setores, mas meu primeiro trabalho foi como redatora estagiária numa agência de esquerda daqui e eu era tão disposta, tão àvida por conhecimento, ou seja, estava começando, ainda no meu terceiro semestre de faculdade e desesperada por prática e consegui essa vaga e andava sonhando alto, com minhas ambições todas em seus lugar, mal sabia eu, que ainda havia tanta coisa a viver, permanecer em mim para que só então eu decidisse ficar, encontrar realmente o que eu queria.
Mas eu me orgulho em olhar para trás, nessa vivência de estágio e perceber que apesar das dúvidas, das inseguranças, das ambições eu nunca disse 'não' aos meus superiores, nunca perdi a humildade em pedir uma explicação, um ensinamento, um desejo e nunca, mas nunca pisei em ninguém para conseguir o que queria, infelizmente não posso dizer isso dos atuais profissionais que as faculdades, às pencas atualmente, teem despejado no mercado como máquinas desesperadas por reconhecimento, e pude topar com uma dessas aqui, nesta agência de trinta e tantos anos, uma pessoa de narizinho em pé, saltos agulha, um quilo de pó e a arrogância em riste.
A última foi a do meu diretor promover um embate entre ela e eu, me colocar numa situação em que eu realmente deveria passar por cima dela para conseguir a aprovação do cliente para com a minha campanha e isso já não foi legal, e além de tudo, tombrar com ela pelos corredores e percebê-la completamente extasiada com a possibilidade de passar por cima de mim. Isso me deu uma raiva que fui além, me armei com todas as minhas euforias no trabalho, e me lancei no confronto com a minha armadura coberta de experiência e combinada com o nível de criatividade que o cliente (uma faculdade) tem a capacidade de aceitar, o que não é lá muita coisa, e o resultado taí (vou colocar em seguida para vocês verem).
Foi um dia inteiro de apresentações e adivinhem só: E não é que a faculdade decidiu permanecer com a campanha de vestibular do ano passado? É a pura verdade. Nem eu nem ela, apenas o passado. Uma lição e tanto para que cada uma se coloque no seu devido lugar e que eu aprenda de uma vez por todas que esse cliente não tem jeito mesmo!
huahauhauahuha

terça-feira, 4 de maio de 2010

Taí


Tudo bem. Você pediu e eu vim, mas vou logo avisando que vim como a “força luminosa que ao mesmo tempo cega e dá uma nova visão”¹.
Não te direi o que penso com sutileza, isso é para amigas nervosas. Não. Te direi tudo na cara sem paliativos porque isso é o que eu sou: o contrário de você!
Então tá. Serei direta.
Não tá satisfeita com o trabalho? Sai fora!
Rasga de uma vez essas fotos que guardas do passado com tanto carinho.
Senta na frente daquele teu computador... Como é mesmo que chamas? Notebook burguês é isso, e escreve e escreve e pensa até sair alguma coisa que valha a pena ler, mas faz alguma coisa, escreve um livro e pelo amor de Deus apenas seja quem você quiser tá!
Sem mais no momento.

Bjunda.

Marilyn.